30 de dezembro de 2007

Uvas de boa sorte



Quando resolvi escrever esse texto, quis lembrar das loucuras que nossa mente fabrica, as quais, a razão diz constantemente para não fazermos.
Posso citar várias delas, como: Dá um grito muito alto, daqueles que extrai todas as forças, melhor, sem motivo algum, somente por gritar; Tomar banho de chuva enquanto todos não têm a mínima coragem de fazê-lo; Escrever contos eróticos, incluindo os seus...; Tomar banho de mar completamente pelada, Tambaba pra que te quero!; Pular de paraquedas pela primeira vez e sozinha, ai que medo!...

Fazer coisas e saber manter “principalmente” pessoas especiais nas nossas vidas, é uma tarefa para pessoas raras. Têm gente que, infelizmente, têm o dom de perder pessoas, especialmente porque não sabe cuidá-las.

Mais um ano deixa o seu legado, sua marca, sua vontade de fazer o melhor, de provocar loucuras.
Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco,sem o qual a vida não vale a pena(Clarice Lispector).
Adeus 2007, foi maravilhoso ter caminhado com você, só tenho agradecimentos, espanei a inércia, ousei, fui ao encontro de mim mesma, escrevi, estudei, reencontrei, sorri, conheci e reconheci muita gente.

Dois textos bem conhecidos acompanham minha vida, um deles: Mude – Edson Marques, o outro é bem propício para saudar o futuro, é bem assim:
(Filtro Solar)

...Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos, e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia,quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente.
E como você realmente estava com tudo em cima,você não está gordo ou gorda... Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada,e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida, as pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você,as suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo,é assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder,mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele,é o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio.
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis:
-Os preços vão subir;
-Os políticos vão saracotear;
-Você também vai envelhecer. E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!!E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar. Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegara os 40 vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar,mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo,esfregá-lo,repintar as partes feias e reciclar tudo por mais doque vale.
A vida é curta. Curta! Feliz 2008

24 de dezembro de 2007

Sopa de Lentilha, Huuumm!



O mundo fica um pouco louco no natal.
Todos querendo consertar em 10 dias tudo que deixaram parado durante todo o ano. Campanhas “sem fome”; “com brinquedos”... Para quem tanto clamou o ano inteiro. Hora de pintar a casa, comprar roupas, sapatos, móveis novos... E prometer, prometer e voltar a arquivar.

A cada dia me impressiono com tanta gente de “PLÁSTICO”, com nada se comovem, sentimentos não entram, nem saem. Tudo se torna um grande planeta sem um verdadeiro sentido, onde a fuga é o que lhes restam.

Não adianta fugir, é você quem seu corpo carrega. Não existe outra forma de deletar a ausência de atitudes, o jeito alheio de conduzir as conseqüências, o vazio e marcas que se deixa, senão, o perdão, a confissão, o arrependimento, e principalmente a reforma que Jesus tanto nos pede.
Chega de copiar colar, escreva algo que seja seu, que nos faça reconhecer (um pouco que seja) o que existe aí dentro. Seja REAL, para que o meu empenho não seja em vão.

Desejo muito além do que coisas, desejo olhar transparente, verdade, grandeza de caráter, firmeza nas decisões, culpas assumidas e menos transferidas...

A vida é agora. Curta!

18 de dezembro de 2007

Um dia com farfalle



São 14h, estou esperando meu almoço com o estomago colado na boca. Acabei de descobrir mais dois restaurantes próximos de onde já almoço. Um dos grandes baratos de estar trabalhando na rua é também escolher onde e o que comer. Ops! Chegou.
Resolvi degustar uma massa, apesar de não ser um dos meus pratos prediletos.
Quis variar comendo exatamente algo que não gosto tanto, afinal, no dia-a-dia é quase isso que acontece, não é? Aqui, ao menos, pude escolher um bom restaurante para fazê-lo. Estou criando uma oportunidade para, quem sabe, futuramente , ser uma boa gourmet de massas, vamos ao farfalle, então.
Nossa! Maravilhoso. Se pudéssemos escolher o rumo dos nossos pratos, quer dizer, vidas , como pude escolher com atum, ricota, passas, ervilhas, pimenta calabresa, catupiry, tomates, queijo parmesão... O mundo estaria enlouquecido com tantas preferências.
Nunca me senti tão acompanhada. Para quem almoça sempre só (ninguém merece), hoje “lavei a burra”.
Comi mais do que o habitual, era fome mesmo. O garçom perguntou: “sobremesa?” Respondi: “obrigada, só logo mais à noite”.
Comida no fundo, pé no mundo. Saí para fazer a digestão, o sono parece querer me acompanhar, conhecendo bem o corpo que ali existe, resolveu desistir. Tem boquinha, não!
Observo que uma das coisas as quais mais acontece no trânsito é gente que pára no sinal colocando o dedo no final do canal respiratório, o nariz. É incrível! Parece terapia de semáforo. É gente adoidado fazendo bolinha de meleca. Não era bem o final que gostaria de dar ao texto, mas não deixa de ser uma forma de pensar no que acontece na vida.

Observe. A vida é curta. Curta!

16 de dezembro de 2007

O seu Panetone





Pois é , pessoal, chegamos ao final de mais um ano. Para quem não se planeja diariamente, não faz balanço das coisas que deram errado, para quem passou mais um ano com aqueles quilinhos que seriam exterminados no decorrer do ano, o mesmo corte de cabelo, aquele trabalho “síndrome do fantástico”, o casamento que já foi há muito tempo, o noivado de 8 anos parado...

É chegado o momento de mais um plano estratégico.
Pois bem, o final de uma contagem é também o início para se refazer as promessas. A responsabilidade com você é diária, a conquista do novo deve ser constante, disciplina para o inglês, para a malhação, a busca da fé, da paz e do amor deve nortear o dia - a - dia de cada um de nós.
Não fique aí parado achando que as coisas caem dos céus, construa seu panetone, acrescente frutas cristalizadas, gotas de chocolate, um bom run, acompanhe o cozimento, não deixe queimar sua receita de natal.

Desejo de verdade que cada um de nós tenhamos mais sorrisos nos lábios, mais empenho nos estudos, mais paciência, menos orgulho, menos mágoas, mais tolerância, mais disposição, mais autenticidade e mais certeza de que nossas vidas não saíram dos trilhos, melhor, buscam novas estradas. Nunca haverá descanso, viver é luta diária, é pensamento positivo, é esperança, equilíbrio e amor, muito amor.
DEUS abençoe todos vocês com o espírito do natal.
Champagne, porque a vida é curta. CURTA!

10 de dezembro de 2007

Rapadura é doce, mas não é mole.


Hoje não fabrico o cotidiano com minhas ações, há um mês o cotidiano invade meus dias como uma flecha que atravessa o ar buscando seu alvo. Crianças, homens e mulheres de todas as idades e classes sociais, multipaisagens servem de cenário. Um verdadeiro espetáculo que a vida me presenteia a cada oportunidade que tenho ao acordar.

Um dia que começou preguiçoso , com a cama me puxando para ficar e a minha cabeça no compromisso que tenho às 6h. Um dia com rotina até as 7:30h , acordando os músculos com pesinhos e explodindo ao som de Ivete Sangalo. Pro dia nascer feliz, essa é a vida que eu quis (Cazuza).

Pelas ruas da cidade, vi um rapaz se matando numa bicicleta com uma caixa tipo mochila, dessas que serve para carregar fast food, presa às costas e com horário marcado para entrega. Uma cena que me deixou em silêncio diante do tamanho do compromisso que aquele homem tinha com ele mesmo. Trabalho!

Hoje também foi dia de visitar uma linda criança com apenas 5 dias de vida externa, Beatriz, filha de Renata e Hugo, uma linda menina de que meus olhos não conseguiam se desviar. Nascimento!

No decorrer do dia, negócios, preços, mercadorias, trânsito, um pouco de cólica para quebrar a rotina, calor, sai do carro, entra no carro... Velocidade!

Logo mais à noite , recebo uma ligação de uma velha AMIGA informando que sua irmã fará uma cirurgia delicada, provavelmente com seqüelas. Precisamos de saúde!

Se os seus dias se resumem apenas à casa, família, filhos, àquele trabalho que nem sempre te dá prazer e você muitas vezes se pergunta: O que vim fazer aqui? Corra , porque tudo acontece enquanto você vai morrendo, enquanto sua mente cria desculpas de pau de sebo e você se transforma em ar, exatamente no momento que a flecha (aquela) passa por você.

A vida é curta. Curta!

9 de dezembro de 2007

Aguardente


Há coisas na vida pelas quais passamos, os aprendizados, os erros, repercutem ao nosso redor e nos provam que realmente há situações que precisam ser vivenciadas profundamente até que o propósito seja alcançado.

Precisei parar por um tempo para reciclar, o mundo se abriu para mim cheio de novos acontecimentos, pessoas novas, um novo olhar sobre o que já é passado, idéias bem elaboradas, um gosto mais apurado sobre o que realmente é importante nesta existência.

De uma coisa eu já tenho absoluta certeza, escrever é um dos meus grandes baratos, tirar isso de mim é quase como não me deixar sangrar, é como choro sem lágrimas, beijo sem língua, sexo sem prazer... Outro dia ouvi alguém falar de navalha na carne, é bem por aí. Gosto de passar pela vida como surpresa, questionamento, transparência, bondade, maldade, luz e sombra , sentindo o cheiro do que aparentemente parece ser perfume. Viver sem verdades montadas, palavras tiradas, dúvidas no ar, porque se for para se entregar, pode algemar.

Amo me transformar em letras, conhecer o mundo pelo avesso, ver os arranhões, os machucados, curtir os dias de alegria, o aconchego da cama quentinha e sentir a paz que vem de dentro.

Outro dia, não lembro muito bem, alguém me falou que as palavras “amigo” e “eu te amo” se perderam do seu real significado. Eu concordo que cada pessoa tenha o real significado de cada palavra dentro de si, assim como alguns chamam um ser desconhecido de “amigo” , muitos outros já não sabem o que é respeito, lealdade, companheirismo, honestidade, honra, amor... e se comportam da forma que melhor lhe convém, fácil fácil colocar máscaras.

Voltei a me encontrar com a caneta transformada em teclado, a provocar silêncios, a mexer esqueletos, ou melhor, vértebras. Mas o que importa mesmo é o movimento, os reencontros, o desejo de voar, e a real compreensão das nossas grandes diferenças.
A vida é curta. Curta!

27 de novembro de 2007

Churros



Textos maravilhosos estão no forno. Um xero e muito obrigada pela fidelidade.



"Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!Se me queres,enfim,tem de ser bem devagarinho, Amada,que a vida é breve, e o amor mais breve ainda... "

11 de novembro de 2007

Xarope


Amor Versus Individualidade:: Flávio Gikovate ::

Ao longo do segundo ano de vida a criança vivencia enorme avanço em suas competências: aprende a andar, a formular as primeiras frases, aprimora suas aptidões motoras etc. Se até então seu maior prazer era ficar no colo da mãe, usufruindo da paz e aconchego similar ao que foi perdido com o nascimento e sentindo por ela aquilo que chamamos de amor, agora ela gosta também de circular, especular sobre o ambiente, tentar entender para que servem e como é que funcionam os objetos. Coloca quase tudo que encontra na boca, tenta sentir seu tato, observa o que acontece quando deixa que caiam no chão. Dá sinais de grande satisfação a cada nova descoberta. Está praticando os primeiros atos próprios de sua individualidade - e se deleitando com eles.Tudo isso acontece na presença da mãe. Sim, porque se ela for para um outro local, a criança imediatamente abandona o que está fazendo e sai em disparada atrás dela. O mesmo acontece se levar um tombo: corre chorando de volta para o colo.
Diante da dor física ou da iminência de distanciamento exagerado da mãe, a sensação de desamparo cresce muito rapidamente e aí se torna absolutamente necessária a reaproximação. Há, pois, uma clara alternância de preferências: estando tudo em ordem, o que a criança quer é exercer os prazeres da sua individualidade em formação; ao menor desconforto, busca no aconchego materno (amor) o remédio para todas as dores. Não há como não compararmos nossos comportamentos ditos adultos com o que acabei de descrever: queremos exercer nossa individualidade com a máxima liberdade, mas queremos voltar para casa e encontrar o parceiro à nossa espera.
Ficamos bem longe da pessoa amada por algum tempo, mas depois o desejo maior é o de nos aconchegarmos; se isso não é possível, sentimos a dor forte correspondente à saudade (mistura de abandono com lembrança do calor que advém da companhia). Temos a nosso favor o benefício de um imaginário mais rico e a capacidade de nos comunicar com o amado à distância graças aos recursos tecnológicos: sentimos-nos aconchegados, mesmo longe, graças às palavras e juras de amor.
No convívio íntimo, parece que queremos mesmo é encontrar uma fórmula capaz de conciliar amor e individualidade: quero, por exemplo, assistir ao programa de TV do meu interesse e quero que minha amada esteja ao meu lado, se possível bem agarradinha. Ela, também interessada no aconchego, poderá tentar achar graça, por exemplo, no jogo de futebol que tanto me encanta. Mas talvez não consiga e aí começam os problemas. Ela se afastará, indo em busca daqueles que são os seus reais interesses individuais. Eu me sentirei rejeitado, abandonado e mal amado; tentarei pressioná-la com o intuito de fazer com que volte. Ela, prejudicada em seus legítimos direitos, irá se revoltar e a briga (chamada de “briga normal dos casais”) será inevitável.O homem é, ao mesmo tempo, a criança e a mãe. O mesmo vale para a mulher. Querem exercer sua individualidade, mas sem se afastar muito um do outro. Lutarão pelo poder, para definir quem irá impor o ritmo e a programação. Por maiores que sejam as afinidades, sempre irão existir atividades que são do interesse exclusivo de um dos membros do casal. A fórmula tradicional - homens mandam e mulheres obedecem - não funciona mais (felizmente).
O que fazer? Só há um jeito: o crescimento emocional de ambos para que a dependência típica do amor infantil se atenue. Que cada um consiga se sentir em condições de exercer suas atividades, de modo a liberar o parceiro para fazer o mesmo

1 de novembro de 2007

Feijão com Arroz - Como Fazer Comentários



1-Click em : COMENCURTÁRIOS - Fica abaixo de cada texto.


1.1 – Escreva o seu comentário no espaço disponível.
2 – Escreva as letras que aparecem dento do espaço: Verificação de palavras
3 – Escola uma das identidades:
Opção 1 - Acesse usando – AOL / AIM (coloque logo abaixo o nome que você quer que apareça). Exemplo: NOME DA TELA – Fulana

Opção 2 – Se escolher APELIDO. Basta colocar o nome que queira.

Opção 3 – Se escolher ANÔNIMO. Não vai aparecer nome algum.

4 – Aperte em PUBLICAR COMENTÁRIO

5 – Vai aparecer a seguinte mensagem: Seu comentário foi salvo e será exibido após a aprovação do proprietário do blog.

6 – Vá na opção – Fechar janela.

6 – PRONTO! Estarei fazendo a moderação do comentário e logo logo ele será publicado.

Muito obrigada.

26 de outubro de 2007

Ron Collins


Sede de amor(Arnaldo Jabor)

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Esse é o problema, mulheres que só se preocupam em sair com caras sarados, bonitões... e não se preocupam com o caráter... Isso pra mim é burrice! Mulheres que vivem correndo atrás de alguém e o pior, o cara só sai com ela quando ele quer, é só estalar os dedos e a tolinha diz sim!

A mulher não se dá valor! de que adianta ser bonito, se ele é um canalha? Sei que estou parecendo careta, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Mas não, as pessoas insistem nas pessoas erradas... naquelas que as fazem sofrer... Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'. Antes idiota que infeliz!

Sonhos.






Coisas que a vida ensina depois dos 40...

-Amor não se implora, não se pede e não se espera... Amor se vive ou não.

-Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

-Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
-As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
-Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
-Água é um santo remédio.
-Deus inventou o choro para o homem não explodir.
-Ausência de regras, é uma regra que depende do bom senso.
-Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
-A criatividade caminha junto com a falta de grana.
-Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
-Amigos de verdade nunca te abandonam.
-O carinho é a melhor arma contra o ódio.
-As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
-Há poesia em toda a criação divina, Deus é o maior poeta de todos os Tempos.
-A música é a sobremesa da vida.
-Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente...
-De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
-Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas.
-O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente...

25 de outubro de 2007

Cereais


Esse é o texto que faz parte da minha vida.
Por - Edson Marques
Mude,mas comece devagar,porque a direção é mais importanteque a velocidade. Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair,procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho,ande por outras ruas,calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv,compre outros jornais... Leia outros livros,viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores,novas delícias. Tente o novo todo dia. O novo lado,o novo método,o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer,o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais,vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo,jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado...outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito,cada vez mais,de modos diferentes. Troque de bolsa,de carteira,de malas,troque de carro,compre novos óculos,escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios,quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas,outros cabeleireiros,outros teatros,visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só.E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,um trabalho mais light,mais prazeroso,mais digno,mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas,mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia. Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!

Um bolo de saudade



Por - Solange Ziccardi
É impossível sentir saudades do feio, do triste, do escuro, do que nos deixou mágoas. A vida nos traz saudades do que nossos olhos viram e a alma gravou como felicidade, prazer, encanto, amor. Saudades... É o estado da alma provocado por aquilo que vivemos, vimos, sentimos e guardamos aconchegado bem lá no fundo. Toda vez que as boas lembranças "brotam", a saudade aparece. Ela não é triste, ela não é alegre, ela é saudade e se basta! Sentimento único, incontrolável que permeia nossas entranhas, avassala nossa quietude, transpassa as barreiras dos nossos sentidos. Forte, única e necessária. Imaginemos a vida sem esse sentimento. Desde a mais tenra infância os momentos inesquecíveis se alojam em nós e, guardados com carinho através do tempo, nos alimentam durante nossa caminhada de crescimento. Momentos de pura poesia, de beleza ímpar. Que fazer com todo esse estoque de flashes, brotando sem pedir licença, explodindo como fogos de artifícios no nosso imaginário? Sentimos a única coisa que expressa essas múltiplas luzes coloridas, a saudade... Ela chega, se apossa do nosso ser, nos transporta até aquela lembrança instalada e muitas vezes, aparentemente esquecida.Voltamos, vivemos o momento como se realmente ele ali estivesse. Ela chega forte em si mesma.Sentimos sabores, perfumes, toques, voltam às cores. Revivemos, e reviver é viver novamente. Assim nos deixamos ficar. Ah! Saudades... Ela sabe seu tempo, conhece seu lugar, entende de corpo, coração, mente e alma. Instala-se, apega-se, aninha-se. Nesse exato momento em que acreditamos "viver novamente", ela se vai... Ficamos frustrados com sua partida? Se a entendemos, não! O que fica é uma sensação de leveza, de alegria. Esses momentos revividos são eternos.Citando Drummond: "A saudade, essa saudade assimilada, ninguém rouba mais de mim". O hoje é para ser vivido intensamente, porém os momentos inesquecíveis precisam reacender-se quando precisamos deles. Só assim, podemos acreditar que o dia seguinte virá com alegria porque o ontem, guardado no fundo da alma, tem a saudades para reavivá-lo nos fortalecendo para o amanhã.

19 de outubro de 2007

O grande Axioma da Vida



(por Raul Candeloro)

Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro.
Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente (de forma segura) começa a prosperar.
Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar.
Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso!!! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino.
O que você é acaba sendo muito mais importante do que o que você tem. A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?" Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.
O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos. Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou.
Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais, vale mais? Ganha mais. Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos, muitos acabam perdendo tudo
Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos. Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje". Esse deveria ser o foco da sua atenção.
Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos . Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar.
"Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve".

Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais, vale mais? Ganha mais. Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos, muitos acabam perdendo tudo.
Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos. Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje". Esse deveria ser o foco da sua atenção.
Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar.
"Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve".

7 de outubro de 2007

Igualdade, Respeito e Confiança



Minha descoberta. Minha Evolução...






Texto de Saul Brandalise Jr - Somos todos Um








Há um verdadeiro equivoco e um profundo desconhecimento das leis que regem a evolução do ser humano quando algumas religiões pregam igualdade neste planeta.Só conheço uma lei que pode ser aplicada na igualdade: Possuímos, todos, o mesmo direito na busca de nossa LUZ. O direito ao livre-arbítrio.Os outros caminhos, crenças e filosofias não passam de retórica e ilusão para enganar e embotar a visão do ser humano; me pague que eu te salvo...Somos, agora, neste exato momento, a conseqüência de todas as nossas decisões tomadas anteriormente. Se o presente não está adequado é porque erramos nas decisões tomadas no passado. Não adianta responsabilizar terceiros por isso. Não adianta pedir para dEUs ajudar se não houver uma mudança na forma de pensar e nas atitudes presentes e futuras.



Quando descobri, estudei e passei a aceitar que a primeira Lei do Universo é a de Causa e Efeito ou ainda, em outras palavras: Plantou, Colheu. Comecei a policiar mais os meus sentimentos. Zelei mais pelos meus julgamentos e entendi que eu sou a causa e também a conseqüência de minhas atitudes.Eles, os sentimentos, na realidade criam as nossas desigualdades e sempre será assim neste planeta. Aqui é o berço da Humanidade e é onde iremos aprender o autocontrole e também a buscarmos o entendimento do que realmente é o amor incondicional.
Jamais, aqui na terra, seremos iguais. Basta levantarmos a cabeça e começarmos a analisar como vivem as pessoas em cada país. Analisarmos como pensam e que atitude tem um humano num país desenvolvido contra os que vivem na Etiópia, por exemplo. Qual a verdade para um Brasileiro e quais os valores para um Japonês?



Quais os destinos, depois de morto, para os que aceitam uma religião e os que professam outra crença? Um vai para o céu e o outro para o inferno? Isso é pura enganação... Não há punição soberana. Nós nos autopunimos.Para efetivamente evoluirmos é preciso levantar a nossa cabeça e junto com ela a nossa mente, para efetivamente conhecermos novas realidades. Aceitarmos, sem julgar e procurar culpados, que somos hoje o que decidimos ontem.Há como ter igualdade aqui neste planeta? O que você acha?Mas não é muito mais importante do que buscarmos a igualdade sabermos como conviver com as desigualdades? Aqui mora o segredo de uma evolução plena, saudável e duradoura. Esta é a grande verdade. O que é correto para o outro pode ser incorreto para mim. Estamos em estágios diferenciados de evolução. Portanto não existe certo e errado. Existe o momento e suas conseqüências.Ta ruim? Mude a forma de pensar e agir. Não resolve ser crítico. Existem pessoas que, apesar de sua lucidez e inteligência insistem em afirmar que o fígado faz mal ao álcool.

23 de setembro de 2007

Maça, pecado não. É gravidez mesmo.



Estou grávida. Calma! Grávida por minhas amigas (os), é que nas três últimas semanas foram cinco notícias de gravidez, mais um parto. (Gabriela 1 mês, Suzete (gêmeos) 4 meses, Renata 6 meses, Mário 1 mês, Éricka 3 meses e o parto de Rejane).Uma explosão de alegria, mudança de vida, perguntas do tipo: “E agora?!”, Será que vou dar conta? Conseguirei protegê-lo da violência dos nossos tempos? Conseguirei sustentá-lo?…

A maternidade é um marco que consagra de forma concreta a abrangência do papel feminino… Planejada ou não, é hora de encarar a doce realidade.
Maternidade é uma dádiva, e como tal, exige responsabilidade e comprometimento de quem gera; trata-se de um comprometimento com a vida, um pacto de amor e dedicação e para tanto a mulher deve sentir-se preparada e estar disposta, para esse belo ato de coragem e fé.

Sempre falo que a menstruação são lágrimas sanguinolentas de um útero decepcionado.

Durante a vida, todos nós somos solicitados a treinar esse papel de alguma forma; mesmo os homens. Isto acontece quando nos percebemos sendo generosos, afetivos, espontâneos e criativos não apenas em relação aos outros, mas também em relação a nós mesmos. Acredito que é o que mantém a esperança na natureza humana.

Rejane Fragoso, trouxe ao mundo essa gatinha linda, Mariana Fragoso, nasceu dia 18 de setembro, 50cm, 3495 g.


Parabéns a minha irmã de alma e Emerson, o pai mais bobo que conheço.

Só a imagem



Gosto muito dessa imagem.
Representa trabalho em grupo, vida, união, força... E para você?







Maçã Verde, tão bom!



Para minha querida Bel Manguaça.

Você é a própria liberdade! Aprendo muito com você.


Pessoas há que têm sede e fome de coisas negativas .
Têm o coração ardendo por fofocas, não avaliam a repercussão de seus julgamentos, às vezes aumentados por conclusões próprias.

São sociopatas, buscam atingir a auto-estima do outro por não saberem lidar com a delas (já que possuem fraca auto-estima, e não conseguem atingir seus padrões pessoais, não admitem que o outro o faça).

Daí o prazer que sentem em provar que o outro é tão ruim quanto elas em seus próprios conceitos.Rezemos pela cura interior de pessoas assim.
Rezemos também por nós, pela nossa humildade, isto é, que conheçamos nossos defeitos e limitações e trabalhemos para mudar o que pode ser mudado.
É pela força da oração e vivência dos sacramentos que teremos corações curados para viver, para amar.



(Autor desconhecido)

FRUTOS do mar, Mário ama.


Terça-feira, o dia começou preguiçoso, o sol brinca de esconde-esconde. São 8:00h - para mim ,12:00h - o mundo acordou faz tempo. Começo a ler meus e-mails e me deparo com as seguintes notícias :


Nem parece verdade:


- Renan foi absolvido ;
- Kuki está no Santa Cruz ;
- Elvis morreu ;
- John Lennon também ;
- Plutão não é mais planeta ;
- Lula não sabe de nada…
- Alessandra está grávida !! Isso mesmo: Grávida .


Pois é, um dos caras mais inteligentes que conheço - sociólogo, ácido, chato, responsável e muito, muito meu amigo - será PAI.


Mário, saiba que gosto muito de você e o quanto estou feliz por você e Alessandra, nossa querida cioba.

Mingau de Farinha láctea, maluca por essa gororoba.


Quem me conhece sabe que acordo diariamente às 4:45h e, às 6:00h já estou na academia. Meu professor Renê, vulgo ZIG, sempre me presenteia com uma bela música, quando não é Pet Shop boys é Pearl Jam. Hoje o cabra se superou e tocou fundo na minha adolescência.


Com vocês!
O último Romântico – Lulu Santos.
Faltava abandonar a velha escola

Tomar o mundo feito coca-cola

Fazer da minha vida sempre o meu passeio público

E ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único
Talvez eu seja o último românticoDos litorais desse Oceano Atlântico

Só falta reunir a zona norte à zona sul

Iluminar a vida já que a morte cai do azul
Só falta te quererTe ganhar e te perderFalta eu acordar

Ser gente grande pra poder chorar
Me dá um beijo, então

Aperta minha mãoTolice é viver a vida assim sem aventura

Deixa serPelo coração

Se é loucura então melhor não ter razão

Só falta te quererTe ganhar e te perder

Falta eu acordar

Ser gente grande pra poder chorar

Bisteca para ROCAN


Ronda Ostencisa Com Apoio de Motocicleta - ROCAN, é o nome do meu cachorro, um Fila Brasileiro educado na França.
É um mestre na arte de bem viver. Não tenho dúvida que supera muita gente…
Aprenda com ele
Se ficar encarando uma pessoa por bastante tempo, você acaba conseguindo o que quer.
Quando se trata de sexo, se você não conseguir o que quer de primeira, implore.
Não saia sem identificação.
Seja direto com as pessoas; demonstre seus sentimentos fazendo pipi nos seus sapatos.
Saiba quando segurar a língua e quando usá-la.
Sempre deixe espaço para uma boa soneca em sua programação.
Cumprimente as pessoas de forma amigável: uma bela cheirada no meio das pernas é muito eficaz.
Quando fizer algo de errado, sempre assuma a culpa (assim que for arrastado do seu esconderijo embaixo da cama).
Se não for molhado e babado, não é um beijo de verdade.
Quando sair para ver o mundo, lembre-se: sempre pare para cheirar as rosas… e as árvores, a grama, as pedras, os hidrantes…
Nunca deixe passar uma oportunidade de dar uma fugidinha.
Sinta o ar puro e o vento em seu rosto como se fosse a oitava maravilha do mundo.
Quando as pessoas queridas chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-las.
Quando for do seu interesse, seja obediente.
Deixe que os outros saibam quando invadirem seu território.
Tire umas sonecas e se espreguice antes de levantar.
Corra, saltite e brinque diariamente.
Coma com gosto e entusiasmo. Pare quando estiver satisfeito.
Seja fiel.
Nunca finja ser algo que você não é.
Se o que você quiser estiver enterrado, cave até encontrar.
Se uma pessoa estiver tendo um dia ruim, fique em silêncio, sente perto dela e encoste-se gentilmente.
Alegre-se ao conseguir atenção e deixe que as pessoas o toquem.
Evite morder se uma simples rosnada funcionar.
Em dias de calor agradável, pare para deitar de barriga para cima na grama.
Em dias muito quentes, beba muita água e deite sob a sombra de uma árvore.
Quando estiver contente, pule e balance todo o corpo.
Não importa o quanto você for censurado, não se sinta culpado e não faça bico… corra de volta e faça as pazes.
Delicie-se com o simples prazer de uma longa caminhada.
Autoria Desconhecida

LEITE, minha bebida preferida.


Rsrsrsrssr! Dei muita risada quando recebi um e-mail dizendo: “O texto abaixo é a sua cara.”
Conheçam mais um pouco de mim.
Ah! Cuidado com as perguntas hein!
Só(L)Essa
Quando vc está dormindo e alguém pergunta:

- Tá dormindo ?

- Não, treinando para morrer!
Quando você leva um aparelho eletronico para a manutençãoe o tecnico pergunta !

- Tá com defeito ?

- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
- Vai sair nesta chuva ???

- Não, vou sair na próxima…


Quando você acaba de levantar vem 1 idiota e pergunta:

- Acordou ?- Não.. Sou sonâmbulo !


Seu amigo liga para sua casa e pergunta:

- Onde você está ?- No Pólo Norte ! Um furacão levou a minha casa pra lá !


Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:

- Você tomou banho ?

- Não! Dei um mergulho no vaso sanitário !


Você está pescando quando alguém passa e pergunta:

- Você pescou todos esses peixes ?

- Não!Esses são peixes suicidas que se atiraram no balde!
Você está no caixa e tira um talão de cheque e o caixa pergunta:

-Vai pagar em cheque?

-Não! Vou escrever um poema

Petit Gateau, caricATURANDO A VIDA



“Se todos que falassem mal de mim soubessem o que eu penso sobre eles, falariam bem melhor”
Outro dia pedi a nossa chef Rejane Andrade que sugerisse um tema para o nosso VSE, ela me contou sobre sua participação num evento e então falou: “Caricatura da Vida”
Um tema tão amplo e ao mesmo tempo perigoso, delicado, já que não se sabe de fato com quem se vive, ou melhor, se seu desenho é real ou transformado diariamente numa caricatura.
A caricatura tem como objetivo exagerar, carregar as características da pessoa de uma forma humorística e, em algumas circunstâncias, acentuar gestos, vícios e hábitos particulares de cada “criatura” aqui da terra.
É, ainda, uma forma de desvendar as impressões que a índole e a alma deixaram na face da pessoa.
Você já se perguntou o que aquele colega de trabalho faz para se manter numa alegria absurda o dia inteiro? A vida do cara não tem altos e baixos, só alto, e você passa a se perguntar: “Será que além dos meus, carrego também os problemas daquele FDP?”.
Se investigarmos, encontraremos muita coisa por debaixo dos panos, ou melhor, caricaturadas na vida adulta. Uma infância cheia de nó… Foi a violência física e moral, a piadinha, a falta de carinho, o mimo em excesso, porque meu pai isso, minha mãe aquilo…E por aí vai. Uma adolescência pior ainda, com decepções amorosas mal resolvidas, gravidez precoce, desprezo ou proteção em demasia… Pronto! Encontraremos, então, algumas pessoas vivendo um tempo diferente da idade cronológica. Caricatura pura!
Aqui pra nós, tem uma caricatura que eu gostaria de destacar, a qual eu jugo a pior delas: A maliciosa, aquele tipo de gente que se diz “amigo” quando na verdade é um lobo. Investiga sua vida aqui e ali, usa seus amigos para saber o seu destino e liga para saber se você está falando a verdade. Com se não tivesse nenhum pobre bem guardado. Mas é de um talento para fingir que deixa a escola de tablado no chinelo. Tem caricatura pior?
Quando conhecemos alguém, também nos caricaturamos com a intenção de passar a melhor impressão para o outro. O visual é o primeiro passo. Sabe Fulano? Qual? Aquele que usa óculos e brinco? E por ai vai… É a cicrana do cabelo assim, da gargalhada… Do nariz… Da cara zangada…
E não confunda caricatura com charge, o que caracteriza um momento, necessariamente pode não estar exagerando em nada.
Seja lá qual for a sua caricatura, você ainda pode mudar de cartunista e sair do papel.

salada mediTERRÂnica.


Há quem diga que o ciúme é o tempero do amor. Outros, porém, afirmam que ele é o veneno do amor! Eu, particularmente, diria que depende da dose! Em excesso, não há amor que resista. Realmente, a relação definha e perde muito quando um dos parceiros (ou os dois) se deixa consumir por este sentimento tão polêmico. Mas, uma pitadinha de ciúme (sempre acompanhado de bom senso) pode trazer mais romance e paixão para os casais.Por isso, eu não seria ingênua ao ponto de dizer que precisamos acabar com o ciúme. Acredito que isso não seja possível, absolutamente! Quando estamos vivendo uma relação que nos faz feliz, a tendência é que desejemos prorrogar ao máximo essa sensação, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para manter a pessoa amada ao nosso lado. E, de preferência, que ela só tenha olhos para nós!
Até aí, tudo muito bom! O problema é quando a relação começa a ficar uma chatice por causa do excesso de ciúme (que pode ser melhor entendido por insegurança, medo de perder, falta de auto-estima e possessividade). Assim, vejo muitas relações sem qualidade, sem entrega e sem amor verdadeiro e, mesmo sem tudo isso, encharcada de ciúme! A questão que fica é: o casal está com medo de perder o quê, se o que eles têm é uma “brincadeira” de amor?!Então, já que não dá para eliminá-lo – mesmo porque acredito ser um sentimento humano, compreensível e até justificável – minha sugestão é que aprendamos a controlá-lo; que encontremos o equilíbrio: nem se martirizar por sentir ciúme da pessoa amada, nem perder o pé da situação e começar a alucinar!
Convenhamos: quem já sentiu ciúme alguma vez (cerca de 99% da população mundial) sabe que a imaginação, nessa hora, rola solta! Conseguimos imaginar as situações mais cabeludas, horrorosas e até “impossíveis” de se acreditar. Somos capazes de encontrar justificativas plausíveis para todas as nossas desconfianças e, em questão de segundos, transformamos a pessoa amada em traidora, falsa, mentirosa, entre outros adjetivos desagradabilíssimos.
Quando você se encontrar no meio dessa “loucura mental”, lembre-se de recuperar o senso de realidade. Respire fundo e concentre-se em você. Lance mão de sua inteligência e comece a diferenciar o que é fato do que é exagero de sua parte. Tente analisar a questão friamente e espere até que possa conversar com a pessoa.O ideal é que os parceiros reservem um espaço na relação para falarem sobre o ciúme e a insegurança que muito provavelmente os dois vão sentir uma hora ou outra. Creio que o que mais nos machuca não é o que acontece, mas o que imaginamos que possa acontecer. No entanto, devemos levar em conta que aquilo que fica somente no pensamento, ganha um tamanho muito maior do que tem de verdade! No momento em que verbalizamos nossas fantasias, nossos medos e nossas desconfianças, nós mesmos podemos perceber o quanto tudo estava tão maior dentro da gente.Quando a fantasia passa para o plano material, quando ela se transforma em palavras, ela retoma seu tamanho real e aí fica bem mais fácil resolver a questão.
O problema é que a maioria das pessoas ou nem admite que está com ciúme ou não fala sobre o que está sentindo e pensando. E, assim, consumida por esses pensamentos que vão crescendo e tomando conta de todos os demais sentimentos que existiam antes, passa a agir de forma agressiva e irônica, fazendo acusações que mascaram o seu medo de perder a pessoa amada.Portanto, sugiro que o ciúme não seja um bicho-papão correndo atrás do amor. Mas que ele seja o que é: um sentimento que deve ser cuidado, sobre o qual deve ser conversado. Assim, juntos, um poderá esclarecer as desconfianças do outro sem julga-lo como louco ou qualquer “coisa” do gênero.
E lembremos: quem está sentindo ciúme, está literalmente sofrendo. Um mínimo de carinho e acolhimento são necessário num momento como esse. Ainda mais porque estamos falando da pessoa amada…
Fonte - WWW.somostodosum.com.brO ciúme alimenta ou destrói o amor?Texto de Rosana Braga

FEIjOada.


Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto

Eu tô voltando

Põe meia dúzia de brahma prá gelar, muda a roupa de cama

Eu tô voltando

Leva o chinelo prá sala de jantar

Que é lá mesmo que a mala eu vou largar

Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor

Que eu tô voltando

Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor

Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito prá eu notar que eu só quero mesmo é despentear

Quero te agarrar, pode se preparar porque eu tô voltando

Põe prá tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola

Eu tô voltando

Dá folga prá empregada, manda a criançada prá casa da avó

Que eu tô voltando

Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar

Telefone não deixa nem tocar

Quero lá lá lá iá, lá lá lá lá lá iá, porque eu tô voltando

Pense Frito, huuummm!


Para você que sabe que o pensamento é energia a plasmar a vida, surge o imperativo de bem cuidar das suas fontes, para melhorar o padrão das vibrações que partem do imo da alma.
O pensamento de desânimo desorganiza as baterias das resoluções nobres, por representar o amolentamento da vontade que decide.
O pensamento lascivo e perturbador é a porta de tremendas agonias da alma, pelo fato de corromper os sentimentos que sustentam a pessoa no clima de paz íntima.
O pensamento de indiferença materializa as ondas de frieza, capazes de amortecer os impulsos do afeto espontâneo que engrandece a relação humana.
O pensamento de descrença persistente e impertinente, ateísta, é forja do desespero, por fazer com que a criatura se sinta desprovida de apoio ou amparo, sujeita aos caprichos do acaso, nos lances vários da sua jornada terrena.
Entretanto, o pensamento de harmonia, em que a alma se afina com as Leis Eternas, é como verdadeiro oásis, quando o coração caminha pelas ressequidas experiências do sofrimento ou da amargura, sabendo que deverá desincumbir-se das suas lutas com galhardia e confiança.
O pensamento de amor tem o poder de trazer ao íntimo a figura de Jesus, por resumir em si freqüências espirituais que muitas pessoas não conseguem alcançar, pelo desprezo que devotam à atuação do bem, que alimenta o amor e dele recebe reforço ao mesmo tempo.
Pensar é construir…Pensar é semear…Pensar é produzir…
Veja bem o que semeia o que produz, nas construções de sua vida, com as suas ondas mentais.
Seu pensamento, inestancável, é você a projetar-se…
Pense melhor. Pensamento é vida!

QUE nem jilÓ.


Comecei o dia de hoje pensando na morte, a nossa única certeza na vida.Um velho amigo perdeu a mãe, e uma outra amiga o filho.
Pedro Bial Analisa a Morte
…Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte,por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.Como assim?E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.A troco do que?Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente…De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.Qual é? Morrer é um chiste.Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas, mulheres e morre num sábado de manhã.Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.Isso é para ser levado a sério?Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok….
Hora de descansar em paz.Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.Por isso VIVA tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida…
Perdoe….sempre!!!

UM diA de nOiVA.


Casar ou não casar? Êita!As duas possibilidades são atraentes, empolgantes e sedutoras. Ambas apresentam vantagem e desvantagens e, na hora de decidir, só mesmo o amor (em alguns casos, business, dinheiro, com uma boa comunhão de bens) é que ajudar a resolver.Não existe resposta. A maioria de nós adoraríamos ser casados na hora que quiséssemos e absolutamente solteiros na hora que bem entendêssemos, e quem discordar está mentindo.Nessa tentativa , podemos casar e morar separados ou não casar e morar juntos. Que tal?!
Que Pedro Almodóvar não me encontre…
20:30h do dia 24, chego em casa e me deparo com vestido de noiva, véu, mala, sapatos, jóias, saias e mais saias. O noivo vai ter trabalho… É pano que não acaba mais.Sábado, chega a noiva e , com ela , uma equipe de fazer inveja a qualquer SPA. Preparada?Eu, no canto da sala vejo entrar: maca, maletas de maquiagem, cremes, cremes, esfoliantes, cera, secador, chá disso, daquilo, óleo para massagem. E a noiva, calmíssima, o próprio Gardenal em carne e osso. Como pode?! Um clima todo pré-nupcial invadiu a minha casa e Roberta parecia estar no 15º casamento.
Trocando em miúdos: O noivo , mineiro, e toda a família se hospedou na casa dos pais dela. Guilherme, que um dia esteve a trabalho no Recife, no último domingo levou nossa pernambucana para comer pão de queijo até que a morte os separe. Hummm!
Na minha mente, o sonho: Amor de gente grande - Rosana Braga.Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser… preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é… assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.E o que quer que ainda possa surgir… bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem…
Que seja eterno enquanto dure…

Bolinho, SÓ de chUVA.


Nunca comi bolinho de chuva da vovó. Tenho até vontade de chorar por não ter provado tamanha guloseima. Era muito criançinha quando as perdi, não consigo lembrar… Mas herdei, das duas, a língua solta e desaforada.
Bem, me garantiram que não tem nada melhor. Eu discordo…
Acabei de receber um texto que trazia um trecho da música do Zeca Balero, ‘Telegrama’.
… hoje eu acordeiCom uma vontade danada de mandar flores ao delegadoDe bater na porta do vizinho e desejar bom diaDe beijar o português da padaria…
Exatamente aquela sensação de êxtase de estar envolvido, entregue, com aquele sorriso fácil nos lábios…Se já aprendeu a respeitar os limites do coração, ótimo! Se não, é bom começar a lidar com a tristeza, a perda, a solidão e, sobretudo, com os demais sentimentos que norteiam nosso ser.
Vamos responder:Quanto tempo se leva para encontrar um novo amor?Alguém conhece regras, prazos e segredos de cada coração?
Antes de tudo é importante esclarecer que isso não acontece todos os dias… Caso contrário não teria a menor graça, não seria especial, desafiador e principalmente transformador.Não adianta ficar nessa ansiedade sem limites, matando cachorro a grito, pegando papel na ventania, pior, minando a sua auto-estima. Tudo isso destrói sua capacidade de fazer boas escolhas e principalmente de ser feliz. Pare!Escolhas feitas em momento de desespero, trás em pouco tempo um preço alto a pagar. Ao invés de construirmos, nos deparamos do dia para a noite com uma relação que não nos acrescenta nada; pelo contrário, serve apenas para bagunçar ainda mais os nossos dias e aumentar a sensação de frustração e de incompetência emocional.
Resultado: Muitos ‘Eu te amo’ da boca pra fora, relações sem admiração mútua, mágoas mal resolvidas, diálogo zero, mentiras em excesso e problemas resolvidos no singular.
Apaixonar-se, amar e sentir-se verdadeiramente feliz, é, antes de mais nada compreender e aceitar que somos seres sós, e a outra pessoa, não uma metade, e sim um presente a ser saboreado.
E assim como um delicioso bolinho de chuva, teremos: Uma relação mais leve, mais doce, mais gostosa e definitivamente mais madura. Acredite!
Se abra aos melhores e verdadeiros sentimentos.

uísque, falAndo de iniMIGOS no trabalho.


Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.
Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo.Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa.
Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.
Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. mas não é. A “Lei da Perversidade Profissional” diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajuda-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.


Max Gehringer, nascido em Jundiaí em 1949, é escritor e economista, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, tornou-se conhecido por suas colunas em várias revistas (Você S/A, Exame, Época) na rádio CBN e no programa Fantástico da TV Globo.Começou sua carreira como office-boy na antiga fábrica da Cica em Jundiaí. Graduou-se em Administração de Empresas. Foi escolhido como um dos “30 Executivos Mais Cobiçados do Mercado” em pesquisa do jornal Gazeta Mercantil em janeiro de 1999. Foi um dos cinco finalistas do prêmio Top of Mind em 2005 e 2006 na categoria “Palestrante”.


Bebida não combina com direção.

Quiche! Nem Egoístas, Nem Generosos.


“O intuito é abrir caminho para a evolução pessoal. E isso é possível em qualquer idade, a qualquer tempo.”Por: Flávio Gikovate - Sou fã dele.
Os opostos se atraem. É verdade. Cerca de 95% dos casais é constituído de opostos, um egoísta e um generoso, que, aparentemente, combinam muito bem. Para o médico psicoterapeuta Flavio Gikovate, entretanto, a relação lastreada no antagonismo não pode ser considerada de boa qualidade. Essa dualidade, aceita e legitimada pela sociedade, acaba deteriorando o convívio íntimo e gera conseqüências em outras esferas, refletindo-se, por exemplo, no comportamento dos filhos e até em atitudes de âmbito social e político.
“Cada vez foi ficando mais claro para mim que a humanidade se divide nesses dois grupos em todos os aspectos: o egoísta, que recebe mais do que dá, e o generoso, que dá mais do que recebe. E que generosidade não é virtude, mas uma falha tão grande quanto o egoísmo”, constata. “O egoísta não tolera frustrações e contrariedades, é mais estourado e agressivo e procura sempre arrumar um jeito de levar vantagem, porque a vida dura não faz parte de seu psiquismo. O generoso, por sua vez, não consegue dizer ‘não’ quando solicitado, porque não sabe lidar com a culpa, sentindo-se envaidecido e superior por conseguir dar mais do que recebe.”O generoso, conforme enfatiza, é limitado por uma culpa indevida, já que a culpa correta só deveria ser sentida no caso de o indivíduo realmente causar um dano ao outro. “Se você quer a minha bala e eu não quero dá-la para você, é um direito meu, e se você ficar péssimo por causa disso, azar seu”, ilustra. “Agora, se você fizer cara de choro, eu dou. Com isso, você aprende a fazer chantagem emocional comigo, usando a minha culpa como uma fraqueza. Eu vou me sentir abusado, com raiva, mas superior.”
De acordo com o psicoterapeuta, o que existe como virtude é o altruísmo – dedicar-se a causas, fazer doações anônimas. A generosidade na relação íntima, porém, tem conseqüências negativas, já que seu desdobramento é o egoísmo. Sempre que houver um generoso, haverá um egoísta. O que explica essa atração? Segundo ele, a inveja: o egoísta tem inveja do generoso porque acha que ele tem mais para dar, é mais rico, e o generoso inveja o egoísta porque ele diz ‘não’ numa boa e faz muito mais por si mesmo.
“O generoso é muito mais competente para dar coisas ao outro do que para se presentear”, analisa. “Vai ao shopping, compra duas coisas e chega, já se sente culpado. O egoísta não tem limite, não é freado pela culpa. E como ele evita situações de dor e frustração, também nunca se coloca no lugar do outro nem imagina o sofrimento que possa causar. Cuida do interesse próprio e imediato. É capaz de coisas incríveis, que o generoso não é. Fica uma espécie de inveja recíproca, que deriva da admiração pela capacidade do outro. Por um lado, há um clima de encantamento, que leva à aproximação; por outro, um clima de atrito e insatisfação. Monta-se então um jogo de poder: o generoso sentindo-se valorizado, prestigiado e envaidecido com a sua superioridade, o egoísta tentando dominar o outro no grito e na chantagem emocional.”
O mais grave nessa “trama diabólica”, como ele intitula, é que um reforça o jeito de ser do outro. “Não posso mudar senão deixarei de ser admirado e amado. Essa é a idéia”, define. “O generoso cede cada vez mais, achando que assim vai satisfazer o outro, e o egoísta cada vez exige mais, nunca se dando por satisfeito. Os dois ficam cada vez mais antagônicos, estagnados, frustrados. Essas diferenças vão se radicalizando com o passar dos anos, gerando o afastamento ou a ruptura do casal.”
As conseqüências vão ainda além: “Os filhos se vêem diante de dois modelos – um exigente, estourado, reivindicador, outro bonzinho, tolerante, panos quentes. E dois modelos validados um pelo outro. A criança vai copiar um dos dois. O segundo filho, devido à rivalidade entre irmãos, provavelmente seguirá a direção oposta. Dessa forma, os dois padrões vêm se reproduzindo de uma geração para outra e se estendem da vida doméstica para a vida pública. O mais agressivo e guerreiro acaba sempre por deter o poder, enquanto o generoso funciona como uma espécie de poder paralelo. Ele cria a boa idéia, o egoísta se apropria dela e a executa. Tanto um quanto o outro são modelos de injustos. Como uma sociedade formada por pessoas assim pode ser justa?”
Para chegar à categoria dos justos, da qual Gikovate apresenta um “retrato falado” em seu livro, “sem fotografia, pois há pouquíssimos justos no mundo”, o ponto de partida seria parar de valorizar a generosidade como virtude e passar a vê-la como uma fraqueza que deriva do excesso de culpa e cria condições inexoráveis para a existência do egoísmo. “Ambos são imaturos”, enfatiza. “O egoísta não se desenvolve emocionalmente, porque lida mal com frustração, contrariedade e dor; o generoso, porque atola na culpa e não diz ‘não’ quando deveria.”
O justo, no seu entender, está além desses dois modelos: “Não quer se vangloriar e se destacar por ser melhor dando mais do que recebe, nem receber mais do que dá. Quer uma troca equilibrada. Não inveja o oposto, fica contente com o próprio jeito de ser e passa a valorizar as pessoas parecidas, estabelecendo relações afetivas de qualidade. O generoso aprende a dizer ‘não’ aos pedidos indevidos e deixa de ser objeto de chantagem, conquistando auto-estima e liberdade pessoal. O egoísta, por sua vez, sem o generoso por perto, também poderá progredir e amadurecer.”
Com o equilíbrio entre o dar e o receber, todos serão beneficiados, segundo Gikovate. Inclusive a sociedade. O caminho é longo e começa pelo conhecimento do conceito. É preciso tomar consciência e, a partir daí, trabalhar a auto-suficiência emocional, ser mais competente para se virar sozinho, ter um certo controle sobre a vaidade. Superar a intolerância e a incapacidade de lidar com culpa leva à maturidade emocional, a respeitar mais as diferenças e os direitos do outro, sem nenhuma idéia heróica de sacrifício pessoal em favor de nada nem de ninguém. “Parar no ponto justo é a única forma de buscar uma vida afetiva, pessoal, familiar e social mais equilibrada”, ressalta.

toMATEs secos.


Depilação (versão feminina)


(Imaginem a cena)
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.- Vai depilar o quê?- Virilha.- Normal ou cavada?Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.- Cavada mesmo.- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?- Ok. Marcado.Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.Uma mistura de Calígula com O Albergue. J á senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.- Querida, pode deitar.Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim.Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas.Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.De repente ela vem com um barbante na mão.Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.- Quer bem cavada?- É… é, isso.Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.- Ah, sim, claro.Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).- Pode abrir as pernas.- Assim?- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.- Arreganhada, né?Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem.Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal.Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto.Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.- Tudo ótimo. E você?Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”.Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.- Quer que tire dos lábios?- Não, eu quero só virilha, bigode não.- Não, querida, os lábios dela aqui ó.Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.- Olha, tá ficando linda essa depilação.- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas.Estavam bem perto dali.Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”.Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada.Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.- Vamos ficar de lado agora?- Hein?- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.- Segura sua bunda aqui?- Hein?- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista.Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê?- Sim… sonhei de novo com o c… de uma cliente.Mas de repente fui novamente trazida para a realidade.Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera.Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos,preces, tudo junto.- Vira agora do outro lado.Porra… por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha.E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.- Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.- Máquina de quê?!- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.- Dói?- Dói nada.- Tá, passa essa merda…- Baixa a calcinha, por favor.Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu.O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.- Prontinha. Posso passar um talco?- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.- Tá linda! Pode namorar muito agora.Namorar…namorar… eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Infelizmente desconheço a autora. Recebi exclusivamente para postar no blog.Obrigada Bel Manguaça.