20 de dezembro de 2009

Balas Coloridas




Com o tempo eu também descubro coisas sobre o que já foi escrito, sobre o que realmente vale a pena sentir, querer, importa-se... Porque certos sentimentos e palavras chegam mais tarde - e são bem vindos. Assim como a vida pode fugir das nossas mãos, os textos e sentimentos sofrerão alterações ao sabor dos ventos.


Hoje foi dia de arrumar a casa, a casa da minha alma, por onde eu ando, o que eu vejo, sinto e quero. Retirar tudo que não me serve mais, tudo que está quebrado, rasgado. Um momento que exige certeza, liberdade e total desprendimento.


Um dia de balas coloridas.

18 de dezembro de 2009

Cadeira de bambu

Eu quero uma.
Não gosto de móveis convencionais, gosto de transformar o velho no novo, misturar cores, texturas, reinventar, ter peças antigas pela casa, mais principalmente que tenha cores alegres, cortinas sempre brancas, leves, finas, lençois brancos, sempre brancos, macios, suaves, felizes. Gosto do romântico, mas tenho uma atração pelo diferente.
Gosto muito de sofás, cadeiras, acho que é porque gosto também de conversar. Estou montando um outro blog que se chama: Roupa de Pano - Em 10 janeiro de 2010 vocês poderão conferir e comprar.
Estou num momento decoração, manda uma cadeira para eu descansar por que essa semana foi pesada.

17 de dezembro de 2009

Colheres


O poder da imagem, a criatividade, a ousadia, numa única linha: Pensamento, olho e coração.

Ontem mesmo estava mostrando o blog para minha mãe... Quando ela viu a minha foto logo acima... DAM!!!! Saltou: "Quem é essa?" Sou eu manis! Respondi.

Não parece você Leide, que tatuagem é essa minha filha? Você parece uma roqueira... Eu dei uma risada e disse: É virtual manis, fica fria cara, rsrsrs

Engraçado mesmo essa coisa de imagem, carregamos um rótulo natural, um jeito de ser, vestir, agir ou falar que herdamos ou adquirimos pelas diversas convivências.

Está aí o grande barato! Descobrirmos que o Punk, não é tão punk assim e que naquela cara de anjo, não sai sequer uma palavra doce. Certamente é pagar pra ver, e na nudez da convivência sentir o peso ou o prazer queda da carapaça.

Fique com a imagem, mas não se esqueça de espiar o que tem por trás do quadro.

16 de dezembro de 2009

Trufas de Chocolate em Final de Ano


Pronto! Chegou dezembro, ele, a agonia desenfreada do povo querendo comprar o mundo. Shoppings lotados, estacionamentos lotados, a mulherada se jogando por cima das roupas, papai noel, pisca pisca aos montes tentando iluminar a escuridão das almas, uma loucura em substituir ou preencher o vazio por coisas... roupas, sapatos, brinquedos, comidas, bebidas, é um tal de amigo secreto, que de nada é secreto, e de nada é amigo - depois sai todo mundo falando mal do que ganhou.
É muita fantasia pra um mês só. Se não fossem os presépios, ninguém nem lembraria que Jesus nasceu. O povo já não lembra nem que ele existe.
O espírito natalino é só quando tudo está tudo bem. Experimente bater o carro na noite de natal, esteja num hospital ou sem comida, sem emprego, na rua, sem motivo algum para celebrar. Está lembrando que Jesus nasceu?
Chegou o reveillon, todos os dias temos meia noite, e escolhemos apenas uma para a noite mágica, aquela que vai mudar tudo após a queima de fogos, muda até a cara de alguém que sempre sai queimado. Não?!
É a noite que vou mudar de vida, mudar para um emprego que ganhe mais, vou encontrar meu grande amor, vou comprar minha casa, vou comprar um carro e finalmente fazer aquela dieta... Coisas que dão significado a prosperidade, amor , paz... E... O que encontramos é um dia seguinte, tedioso, e você se perguntando: E agora? Tudo igual, as promessas na gaveta, os sonhos no travesseiro e mais um dia para continuar vivo.
Hoje é o dia de mudar, de fazer, as mudanças não começam na segunda-feira, muito menos no reveillon. Ela começa aí, dentro de você, e é já.
Porque a vida é curta. Curta!

Marcelo Giovaninni, Mil Cilindradas


Missa de 7° dia - Igreja da Jaqueira - 19.12 10h
Contamos com todos os apaixonados por motociclismo, pois ele era totalmente apaixonado por moto, vamos de moto uma forma de prestar uma homenagem a ele.

O celebrante será nosso amigo e motociclista Pe sérgio Peres (Lobos do Asfalto)
Rico Méllo

15 de dezembro de 2009

Boldo


Eu estou morrendo de vontade de passar o dia aqui escrevendo potoca, estou precisando viver, correr na praia, encontrar outro mundo, rir com meus amigos sexta e sábado que vem, quero receber um abraço de quem já não vejo há muito tempo, comer um balde açaí, ver todos os vídeos do Scorpions, ainda bem que não estou com vontade sair comprando... Preciso virar os óculos de grau para mim, eu sei onde estão as respostas, sei também que no fundo do meu poço tem uma cama elástica.

Aff! Que coisa ruim sofrer, coisa chata, brega, de gente sem perspectiva, fraca, de gente pouco inteligente, sem espiritualidade, ... Eu não sou isso, pra que sentir isso se ninguém quer saber de gente triste.

Passa dias... passa, me tira desses dias...

Vou soltar meu cachorro, pega! Pega Rocam, vai corre...

Essa noite eu sonhei boiando num rio, agarrada a uma tora de bambu, estava tudo escuro, mas eu boiava. Estou olhando mais um transatlântico passando na minha vida.

Vida combina com vida, agora fica essa alma morta estalando os dedos vivos.

14 de dezembro de 2009

Capim Santo


Morrendo de tomar chá de capim santo, eu adoooooro! Também é uma forma de acalmar os nervos. Há dois ou três dias que ando com o coração na mão, aff! Ele pulsa muito forte, o estômago sofrendo , eu tento acalmá-lo, mas não estou conseguindo.
Liberdade.
A porta do lado é boa. Não vou excluir nada, absolutamente nada, quero tudo, só tenho coisas boas pra guardar. Meu principal desejo é libertar, tirá-lo da jaula do meu sonho, não desejar, não cobiçar, desligar o copo do liquidificador e acabar com o banho-maria. Sair da cozinha e ir para o jardim onde todos nós possamos ser verdadeiramente livres.

Chega Cris! Entregue essa carta de alforria, é uma carta um pouco maluca, já que você não tem muita vocação para princesa Isabel, e não saberia escrevê-la como deveria, mas a intenção é mesma. Libertá-lo de você, do grude, das explicações, das chatices, das noites na senzala, das manhãs na plantação...
Se dizem que você pode escolher o que sentir, quem sabe você não possa? Então se esforce, cresça, acredite e você vai conseguir. Eu sei que você não aceita gostar e desgostar, que não vai ter ninguém pra desabafar, porque ninguém vai entender o que você sente, as pessoas são muito práticas, malvadas e o único jeito é se curar sozinha.
Você também pode desabafar aqui, eu escuto você, mais pra frente eu vou poder te mostrar o que você escreveu hoje e fazer você relembrar na hora que fraquejar.
Então prometa Cris,prometa que nada mais vai se repetir.
Eu prometo.

13 de dezembro de 2009

Manjericão


Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: Pularia pelada dfe bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, dequalquer espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.

Ei, seu velho, será que você não pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.

Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua resença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.

É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.

É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.

Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: Ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?

Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva de ele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você e amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa de ver crianças sorrindo, a graça da bobeira de ver um cachorro querendo brincar.
Ele levou a sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: Ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.

Por que amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. São tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são trsites a noites que cumprem a promessa.

É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pelo resto da vida.

É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo esse texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, sibstituir, esquecer, implorar.
É triste eu lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: Sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.
Amor não se pede - Tati Bernardi